domingo, 25 de novembro de 2007

Hurt


Hurt me and I'll cry,
Hurt me and I'll bleed,
Hurt me and I'll die,
Hurt me, you will see.

Hurt me, I can't sleep,
Hurt me, I can't eat,
Hurt me, I can't concentrate,
Hurt me, I can't retreat.

Hurt me, I won't hurt back,
Hurt me, I won't leave,
Hurt me, I'll love you still,
Hurt me, I'll still believe.

Hurt me, I'll say "sorry,"
Hurt me, I'll take it on me,
Hurt me 'cause I'm used to it,
Hurt me! Hurt me! Please!

Hurt me and I'm yours,
Hurt me just once more,
Hurt me so much that,
I can't be hurt anymore...


sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Apanhar uma rima


Num belo dia olhei para cima
E encontrei uma pequena rima.

Devagar pu-la no chão,
Mas ela fugiu dando-me um encontrão.

Fui atrás dela na minha bicicleta,
Mas ela corria como uma atleta!

Tentei atirar-lhe um sapato,
Mas ela tornou-se num carrapato!

Tentei agarrá-lo sem muita luta
Mas ele aumentou para uma truta.

Segui-a usando um barco,
Mas então ela tornou-se um urso pardo.

Quando a alimentei com madeira e mel,
Ela tornou-se num avião de papel.

E foi então que cresceu...
E levantou voo...e desapareceu.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Vem sentar-te comigo, Lídia

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas, que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes de decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

Ricardo Reis

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

The Way I am

I am sensitive and smart.
I wonder about the problems of society,
I hear the signs of freedom calling me.
I see the world as I imagine it,
I want it to be reality.
I am sensitive and a dreamer.

I pretend I know reality but
I feel I know nothing.
I touch only my imagination,
I worry about everyone’s frustration...
I cry if I see someone really bad,
I am sensitive, and that's that.

I understand if people don't get me,
I say I don't mind, but it isn't the truth.
I dream about what I want, and
I try to turn it to reality.
I hope someone really gets me someday...
I am sensitive...and I'm not okay.

sábado, 17 de novembro de 2007

Feelings

I dont feel prepared to you
nor to face the world.
I dont feel confident that you're the one
nor that "the one" exists.
I dont feel prepared to another love
nor to another desilution.
I dont feel confident on what I say,
nor on what I think.
I dont feel prepared to move on.

One thing that I feel?
I like you. That's something I feel.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Should I?


I wish to give you my heart...
...but...
...Should I?...

(Obrigada por me devolveres a inspiração =$)